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Arrepios 04 — Colheita

Arrepios

Na Arrepios de novembro, temos o Folk Horror, um subgênero do terror fantástico que tive o enorme (des)prazer de conhecer quando criança, com um dos filmes mais assustadores que minha mente adulta consegue se lembrar (e que não ouso reassistir, não quero estragar essa terrível e alegre lembrança). Em Colheita Maldita, baseada no livro de Stephen King, somos levados para um vilarejo onde jovens, após assassinarem todos os adultos, usam o sangue humano para um bizarro ritual de colheita. Some ao enredo a dois desavisados vindos de outro estado e temos a receita do Folk Horror clássico. Talvez a obra mais famosa do gênero seja O Sacrifício, filme britânico de 1973 que ganhou um remake mais lembrado como comédia involuntária estrelando Nicolas Cage. Na safra mais recente de grandes obras de horror, A Bruxa (2015, dirigido por Robert Eggers) e Midsommar (2017, dirigido por Ari Aster) também abraçam o gênero. 

Essas histórias são geralmente passadas em zonas rurais isoladas, onde as regras sociais nas quais estamos acostumados são distorcidas por regras próprias, voltadas a rituais cruéis em devoção a deuses pagãos. Com esse resumo simples e essa ideia na cabeça, escrevi o conto “Colheita”, que fecha a coluna Arrepios de hoje.


Colheita

O milho não nasceu como deveria, não cresceu como deveria, não pintou nossos campos como deveria. As nossas bocas não foram alimentadas como deveriam, nossos senhores não ficaram felizes como deveriam.

A culpa, obviamente, é nossa. Pecados carnais. Talvez gula ou alguma outra ação humana indevida. Os deuses são cruéis, o deus da colheita é o mais cruel deles. Não que essa crueldade seja pejorativa, claro que não. O que esperávamos que nosso senhor, que nos alimenta, fizesse quando suas ovelhas, seres insignificantes que apenas estão vivos graças a sua benevolência, quebrassem as regras?

Regras simples: nossas vestimentas seguem as cores das camélias na primavera, dos fedegosos no verão, ipês no outono e do luto no inverno, em respeito às plantações que se perdem pelo angustiante frio que pulveriza nossos campos. 

O inverno é a dor na carne do deus, ouso blasfemar, sua fraqueza, talvez a própria maldição. Por isso, nós também precisamos sofrer, sentir na pele essa desolação. Nada mais justo, nada mais honesto de nossa parte. Se a terra é castigada, por que nós não? Se até o Sol sofre as consequências dos invariáveis desejos dos quais não tenho coragem de questionar, por que restos de carne e osso se dizem contrários?

O pastor nos falou, agora há pouco, o sermão do crescimento e da alimentação. Nosso pastor sim sabe como honrar quem nos domina, tatuou todo o sermão e o mandamento da colheita em seu corpo, pois sabe que a carne não é nada sem o alimento, e o alimento não é nada sem o grande deus. Arrancou a camisa e rodou no próprio eixo, me obrigando a ler palavra por palavra da antiga língua que nos é ensinada desde pequenos, mesmo sem termos acesso aos livros sagrados.

Agradeci em voz alta essa benção, o privilégio de pronunciar santos refrões. Despida, tive o prazer incalculável de servir como papiro para o sermão do perdão, das desculpas, da aceitação. A melhor maneira de conversar com os deuses, disse o pastor, é mostrar que estamos dispostos a ceder nossos corpos em prol de um bem maior, um bem comum. Poucas pessoas são agraciadas com tamanha honra. Fico feliz.

Agora, observo todos dançando em torno, envolvidos com o aroma da bebida delirante e felizes pela certeza de que seremos atendidos. NUNCA os deuses recusaram nossa súplica, NUNCA nos deixaram sozinhos depois de uma crise alimentar tão devastadora. Não será hoje esse dia.

O calor cresce em minhas pernas e minha pele se umedece aos poucos. O canto ecoa pela noite, a bebida que tomei começa a fazer efeito e torna as roupas brancas e vermelhas em uma mistura rosa disforme, conforme meus olhos se enganam por trás do balançar das chamas, animadas com o ritual. O som da lenha estalando alimenta meu ouvido, enquanto agradeço em voz alta a chance de limpar a aldeia de tanto mal. O fogo que me consome consumirá também a fome do meu povo.

Assim espero. 

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Podcast Dragão Brasil 123 – Especial Fala Crítica!

Fazendo voz engraçadinha de goblin, chegou seu podcast favorito!

No episódio de hoje, Felipe Della Corte usa seus poderes malignos da aristocracia paulistana para usurpar o programa! O motivo: receber convidados mais do que especiais do podcast de RPG Fala Crítica. Os dubladores profissionais Leo Santos e Fabrício Vila Verde chegam acompanhados de seu querido mestre Pedro Fernandes para contar sobre suas aventuras e peripécias jogando RPG em live, falar um pouco sobre como a experiência com teatro e dublagem é aplicada em seus personagens de RPG, e fazer um baita anúncio legal para 2022! Claro, sempre temos tempo para as perguntas dos estimados conselheiros e ilustres assinantes da Twitch.

Para baixar, clique no link correspondente com o botão direito e escolha “Salvar como”.

Ouça as aventuras do Fala Crítica em https://open.spotify.com/show/3lmJgGRnvVijTGcRpHA7Ix?si=602780b2ddbb411b ou assista os episódios em youtube.com/falacritica

Assista às gravações toda segunda-feira, 20h, em twitch.tv/jamboeditora ou assista o video em youtube.com/jamboeditora.

Para ainda mais conteúdo, assine a Dragão Brasil — são mais de 100 páginas de RPG e cultura nerd todos os meses: dragaobrasil.com.br

Conheça nossos livros em: jamboeditora.com.br

twitch.tv/jamboeditora

Créditos
Participantes:
Felipe Della Corte (Twitter), Leo Santos, Fabrício Vila Verde, Pedro Fernandes.
Edição: Adonias Marques (Instagram)

Aventuras Anti-Ácidas — Lin-wu, Wynna, Azgher e Megalokk

Azgher Lin-Wu Wynna

Olá aventureiros da Gangue do Algodão Doce! Continuando nossas ideias de aventuras com as Sobremesas dos Deuses de Sal & Tormenta, hoje contemplamos os doces de Wynna, Lin-wu, Megalokk e Azgher.


Dança do Corte Doce

Desde que passou a ter Shinkyo em sua rota, Vectora possui diplomatas tamuranianos integrando as diversas negociações comerciais e políticas de Vectorius. O principal objetivo dos diplomatas é a abertura permanente de uma escola de artes marciais na cidade voadora, difundido ainda mais a cultura tamuraniana. Recentemente, o arquimago autorizou a abertura da escola, que ocorrerá em uma cerimônia oficial na próxima parada na capital de Tamu-ra.

Dentre as várias apresentações e solenidades que ocorrerão diante de Vectorius e do Imperador-Menino, a principal será a demonstração de habilidade do renomeado Mestre Samurai Katsuko Kiahabiko.

Chamado à aventura

Convidado a representar a cultura tamuraniana em uma apresentação diante de Vectorius e do Imperador-Menino, Katsuko informou que resgatará a antiga tradição da Dança do Corte Doce. Originalmente, esse ato ocorria quando um samurai queria desmontrar ao Imperador suas habilidades ou a capacidade do seu estilo de luta sem qualquer movimento ofensivo. Assim, uma misto de dança e movimentos marciais era apresentada, tendo como o clímax o momento em que auxiliares jogavam no ar diversos Bolinhos de Jade para que o samurai os cortasse ainda no ar. O número de bolinhos deveria equivaler aos anos de vida do Imperador.

Como o Imperador-Menino ordenou que o número de bolinhos dessa apresentação equivalesse à idade de Vectorius, um ato simbólico de reconhecimento da autoridade do fundador da cidade voadora, os diplomatas se viram em problemas.

Faltando poucas semanas para Vectora atracar em Shinkyo, os diplomatas tamuranianos buscam aventureiros sagazes e sociáveis para explorar Vectora e descobrir a exata idade de Vectorius. Sabe-se da longevidade do arquimago, mas a idade precisa é desconhecida. Errar a idade do anfitrião seria uma gafe diplomática absurda, assim como perguntá-la.

Complementos e complicações
A aventura pode ser incrementada com as possibilidades abaixo:

  • Diversos mercadores em Vectora sabem a idade do prefeito. O problema é que um número diverge de outro.
  • Além de descobrir a idade do Arquimago, os diplomatas possuem a preocupação com a apresentação em si. Independentemente de quantos anos de vida tenha, o número resultará em centenas de Bolinhos de Jade sendo arremessados no ar. Mesmo o renomado Mestre Katsuko Kiahabiko pode não ser capaz de cortar tantos, então aventureiros e guerreiros estão sendo contratados para, secretamente, desafiarem o samurai e testar suas capacidades.
GIF de imagem em plano fechado de katana, em preto e branco, com mão direita passando a segurar o cabo da espada
A Dança do Corte Doce não é para qualquer um!

Um Drinque no Inverno

A Grande Academia Arcana anunciou uma nova vaga de Professor Substituto. É uma oportunidade rara lecionar na escola, de modo que um anúncio desse costuma ser visto como um ótimo ponto de partida. De fato, o escolhido ou escolhida fará parte do corpo docente da instituição.

Além de comprovar capacidades e habilidades mágicas, aqueles que passarem pelas diversas etapas chegarão ao teste final, escolhido pelo próprio Talude. O retiro já avisou qual será esse teste: produzir o mais saboroso e fascinante Deleite Mágico, a famosa bebida que homenageia a deusa Wynna.

Chamado à aventura

Em diversos locais pelo Reinado, arcanistas estão buscando maneiras de produzir novas versões do Deleite Mágico. Muitos procuram aventureiros para buscar plantas raras de sabores exóticos, alguns negociam com bardos maneiras de imbuir a bebida com sons e melodias, enquanto outros pagam um bom valor para quem for corajoso o bastante para ser cobaia e experimentar versões para lá de duvidosas da sobremesa.

Complementos e complicações
A aventura pode ser incrementada com as possibilidades detalhadas abaixo.

  • Muito pensam que o próprio Talude irá experimentar as versões do Deleite Mágico que os candidatos apresentarem. Contudo, talvez o arquimago faça-os beberem entre si!
  • Por mais criativa que cada Deleite Mágico possa ser, ainda é necessário que seja saboroso (o que pode exigir um teste diferente daquele feito para produzir a bebida).

 

Trilha no Deserto

Em cada grande metrópole de Arton param grandes caravanas mercantis que passam pelo Deserto da Perdição. Quase todas essas têm tido mercadores relatando uma curiosa história a quem quer que dê ouvidos.

Segundo contam, em meio a um trajeto qualquer no deserto, costumam avistar na areia uma Joia do Deserto, o famoso doce apetitoso e durável. O estranho, contudo, é que o doce parece estar jogado, como se tivesse sido perdido, e logo á frente está outro. Quem para para observar atentamente verá uma trilha com pedaços do doce seguido uma linha, como se fosse um caminho que segue pelas dunas até onde se pode ver.

Chamado à aventura
Sábios do povo Sar-Allan buscam aventureiros para seguir a trilha de doces e descobrir até onde levam. Não se sabe de ninguém que tenha seguido a trilha e retornado para contar o que encontrou. Teme-se que seja uma artimanha de algum monstro sagaz buscando atrair incautos e famintos.

O Deserto da Perdição tem mais perigos que grãos de areia“, diz o velho ditado dos Sar-Allan.

Complementos e complicações
A aventura pode ser incrementada com as possibilidades detalhadas abaixo.

  • A trilha de doces pode ser um efeito de miragem. Uma possibilidade para simular esses efeitos é usar regras de magias ilusórias.
  • Embora os dogmas de Azgher preguem o altruísmo e atos bondosos , a trilha pode revelar um culto com intepretação diferente das diretrizes do Deus-Sol, e buscando atrair pessoas para oferecê-la em sacrifício. O calor hostil do deserto e atitudes malignas  escusas podem criar uma aventura de terror diferente e em plena luz do do dia (no estilo do filme Midsommar).

 

Welcome to the jungle

Um grupo de bárbaros tem se reunido em Galrasia. A cada encontro o número de integrantes aumenta, formando uma tribo com, atualmente, uma centena de membros.

O objetivo do grupo é tomar Galrasia, e para isso recrutam ativamente outros humanoides que encontram pela ilha.

O ritual de iniciação inclui consumir uma porção do Delícia de Ovas, e se deixar entregar complemente à fúria de Megalokk. O doce, na verdade, ganhou importância central no grupo, tanto que, antes de ataques e conflitos, todos os integrantes comem juntos uma porção e entregam-se coletivamente ao frenesi que resulta na desvatação de vilarejos humanoides pela ilha.

Chamado à aventura

Em Nova Malpetrim, a dahllan Olírya oferece uma generosa porção de tibares de ouro para aventureiros dispostos a ir até Galrasia. Apesar de piratas e trambiqueiros que a abordam, ela não é ingênua e não pagará ninguém antecipadamente, tampouco se deixará surrupiar facilmente.

Aqueles que aceitem a viagem receberão de Olírya a informação de que devem formar um grupo ou tropa capaz de derrotar a tribo de bárbaros que assola vilarejos em Galrasia. A tribo já foi vista rondando Lysianassa, fazendo com que moradores temam um ataque à cidade.

Complementos e complicações
A aventura pode ser incrementada com as possibilidades detalhadas abaixo.

  • Feras e companheiros animais dos bárbaros da tribo comem uma versão diferente do Delícia de Ovas. Essa versão contém carne (talvez humana) entre os ingredientes..

O que vem por aí

Os doces seguem sendo produzidos e devorados. Mais ainda, a Live do Sal & Tormenta vem aí, com Elisa Guimarães e Vinicius Mendes cozinhando ao vivo!

Comente abaixo se você gostaria de ver regras de #Tormenta20 para a Dança do Corte Doce.

Sal & Tormenta

Sal & Tormenta 01 — Lena e Khalmyr
Sal & Tormenta 02 — Aharadak, Thyatis e Kallyadranoch
Sal & Tormenta 03 — Arsenal, Tenebra e Thwor
Sal & Tormenta 04 — Wynna, Lin-Wu, Nimb
Sal & Tormenta 05 — Allihanna, Azgher e Oceano

Terminou a refeição? Que tal Aventuras Anti-ácidas?

Aventuras Anti-ácidas — Temebra, Arsenal, Thwor e Thyatis
Aventuras Anti-ácidas 2 — Aharadak, Kallyadranoch, Lena e Khalmyr

A Jornada da Mestra — Os primeiros passos de uma narradora de RPG

Mestre iniciante

Muito falamos sobre a jornada do herói, mas quando vamos discutir sobre a jornada do mestre?

“Por que você não mestra?”

Essa foi uma pergunta que me assombrou por muito tempo. Eu tinha em mente possíveis jogadores, mas eu não conseguia deixar de me sentir insegura sobre a ideia de mestrar. Fui atormentada por essa dúvida enquanto assistia Fim dos Tempos e estava meio órfã dos Nerdcast RPG, querendo jogar, mas sem coragem para começar.

Em algum momento eu compreendi que essa insegurança não fazia sentido.

Ora, bolas! Por que eu tinha tanto medo? Confesso que assistir lives de RPG com tantos mestres experientes fazia eu me sentir ainda mais insegura, achando que eu não possuía “a manha da coisa”. Mas por que eu precisava me comparar? Todo mundo, em algum momento, precisou dar o primeiro passo.

Meus possíveis jogadores também eram iniciantes (um deles nem sabia o que era RPG de mesa) e eu não tinha a pretensão de me tornar a Miss Universo dos mestres. Percebi que eu estava apenas adiando um momento de diversão porque eu estava com vergonha.

Mas porque eu tinha vergonha dos meus próprios amigos?

Eu iria errar, com certeza, e não há problema algum nisso, é assim que se aprende. RPG é um hobbie e, como qualquer outro, você precisa aprendê-lo aos poucos. Se você está lendo isso, precisou aprender a ler em algum momento da sua vida. Se você faz algum tipo de luta, com certeza estava chutando feio antes dela.

E sabe o que tudo isso tem incomum? Nenhuma dessas atividades é feita sozinha. Em algum momento você precisará da ajuda de alguém mais experiente para evoluir, mesmo que seja um vídeo no Youtube.

Meus amigos estavam ali para me apoiar, tanto nos acertos quanto nos erros (nos dados de ataque talvez nem tanto), e eu estava ali para apoiá-los igualmente. Sentir vergonha não fazia sentido, estávamos todos começando e alguns eu conheço há quase 10 anos.

Recebi o chamado, meus medos me fizeram ignorá-lo, entretanto, assim como Bilbo Bolseiro, não consegui resistir ao impulso e mergulhei de cabeça na aventura.

Mas por onde começar?

Eu precisava de uma história: poderia achar algo gratuito na internet, comprar uma aventura pronta ou criar minha própria campanha.

E eu decidi ir pelo caminho mais difícil.

Eu tenho certa experiência com histórias, mas eu entendia o básico do básico sobre regras de RPG. Apesar de ter passado boa parte da minha vida jogando videogame, montar o seu próprio jogo é algo bem diferente. Escolhi Tormenta20 porque achei o sistema divertido e eu o conhecia relativamente bem. Mas Arton é um mundo e eu me perdi. Relutei, mas decidi que imitar alguém que sabia o que estava fazendo seria uma boa maneira de começar, afinal, era uma mesa com apenas alguns amigos. Uma coluna do Trevisan na Dragão Brasil de agosto, edição 170, surgiu como um presente dos deuses e vale a pena ser lida se você também é iniciante e acha que sua primeira aventura deve ganhar um Nobel.

Após boas horas no pinterest, muitas tabelas e encher meu amigo veterano de mensagens, surgiu o megazord que hoje é “Os Filhos de Valkaria”. Uma campanha muito inspirada em Fim dos Tempos e com muitas referências às lendas arturianas (sobretudo às adaptações do anime Fate).

Não tenha medo de se inspirar em algo legal que você está lendo ou assistindo. Com o tempo você pega o jeito (eu ainda estou pegando) e não tem nada mais legal do que você ouvir de algum jogador, no final da sessão, que ele gostou de tal parte ou que ele pegou aquela referência. Isso, é claro, se você desejar criar sua própria história.

Fiz duas sessões 0 antes de começar, isso ajudou tanto os jogadores quanto a mim. Saber as expectativas de cada um me deu um norte melhor.

Apesar de ter pensado numa campanha a longo prazo, eu escrevi apenas quatro aventuras curtas, a primeira muito simples e introdutória: uma cena de investigação e outra de combate. Conforme a história anda eu observo o comportamento dos jogadores durante as cenas e faço os ajustes necessários, vejo o que serviu e o que não deu certo. Se alguma criatura estava forte demais, se o combate foi muito fácil, se eu pequei em dar as informações necessárias, etc.

Meu primeiro monstro foi um fiasco. Ele tomou um crítico, perdeu 90% da vida, não atacou ninguém e morreu de maneira ridícula.

Eu mestro há dois meses e é divertido acompanhar não apenas a minha própria evolução, mas também a dos meus jogadores. Uma coisa muito importante a qual eu aprendi é que a história se constrói aos poucos e em conjunto: mestre, jogadores e dados.

Tenha paciência consigo mesmo. Ninguém aqui está numa competição e as coisas levam tempo. Se estiver inseguro ou com vergonha vá assim mesmo, eu sei que não é fácil, mas você vai perceber que o mais difícil será arrumar um horário na semana no qual todos possam participar.

Leia o livro, pesquise, peça ajuda e erre bastante. O meu maior mantra é “se estamos todos nos divertindo, então as coisas estão dando certo”.

Escolinha de Tanna-Toh — Precisamos falar sobre gramática

crase

Com a Iniciativa T20 cada vez mais próxima e o pessoal empolgado para mandar suas criações artonianas, alguns cuidados são fundamentais. Se garantir na escrita é uma forma de aumentar as chances de que o material seja aprovado pela curadoria e chegue até os corações ávidos por novidades do público! É impossível escrever sem considerar a gramática. Eu sei que muitos de nós, pequenos mortais, temos alguns traumas ou lembramos de alguma aula (possivelmente) chata da época de escola quando ouvimos essa palavra. Justamente por isso decidi escrever esse texto sobre esse assunto para desmistificar um pouco e esclarecer sua importância.

As muitas gramáticas

Antes de tratar da importância da gramática em si, é importante deixar claro que existem quatro acepções de gramática: a Comparativa, que compara as línguas da mesma família (o português faz parte das línguas românicas); a Descritiva, que procura descrever como a língua é usada em comunicação por seus falantes; a Histórica, que estuda a origem e evolução de uma língua; e a Normativa, que prescreve as regras que devem ser seguidas na norma culta.

Por que usar a gramática normativa?

A gramática normativa trata das regras que regem como a língua deve ser estruturada na fala e na escrita, definindo padrão a ser seguido. Desse modo, estabelecemos uma convenção que orienta a forma para escrever e falar, especialmente em contextos formais. É a gramática mais ensinada nas escolas e também utilizada em documentos e cerimônias oficiais do país.

É importante lembrar que existem sim, muitas variações do português falado no Brasil e que essas variações e seus falantes devem ser respeitados em seus respectivos contextos. Por outro lado, se você quer escrever e publicar textos para que sejam lidos pela maior variedade de pessoas possível, ainda que considerando um público-alvo, você deve adotar a norma culta.

“Tá, mas o que isso tem a ver com RPG ou mesmo com a Jambô?”

Simples. Todos sabemos que a cada dia que passa a Iniciativa T20 está mais próxima de ir ao ar e, se você tem interesse em escrever para a plataforma é do seu interesse escrever de modo a ser bem entendido por quem tiver interesse em ler seu texto, ainda mais se você quiser continuar publicando e que essas pessoas continuem comprando seus materiais.

Talvez você esteja pensando: “Então eu preciso saber todas as regras de gramática para escrever para a Iniciativa T20?”

A resposta é não. Eu não conheço uma única pessoa que saiba todas as regras gramaticais do português brasileiro de cabeça. Claro que algumas pessoas sabem muitas regras ou têm mais facilidade em lembrar como elas funcionam, mas isso não é totalmente fundamental para escrever, até porque é muitíssimo raro em qualquer país do mundo encontrar um livro sem nenhum erro gramatical, mesmo aqueles que passam por duas ou três revisões.

O importante é que você procure escrever da maneira mais correta possível, pesquise a grafia correta das palavras (em especial aquelas que você não usa com muita frequência), verifique a grafia dos nomes oficiais dos personagens do cenário que você for citar (eu checo toda vez que preciso escrever Kallyadranoch, Allihanna ou Hyninn) e também palavras que são homófonas (como aja e haja, ambas corretas com significados muito distintos) e que são facilmente confundidas na hora de escrever. Se você está lendo este artigo, é porque tem alguma forma de acesso à internet e as dúvidas mais simples você conseguirá responder com uma pesquisa rápida em algum site de busca, sem ter de pagar nada a mais por isso ou comprar algum livro sobre o assunto.

“— Dok chegar! Agora nós vencer!”

Um último adendo importante. Eu falei que se você quer escrever para ser publicado e lido, você deve seguir a gramática normativa sem “desvios”, mas em alguns casos, nós encontramos personagens que apresentam esses desvios ou uma variedade diferente da culta em sua fala, como o nosso querido Dok, personagem da Karen Soarele.

Esse é um recurso escolhido pela autora de A Deusa no Labirinto e usado com propósito no texto para mostrar mais sobre o personagem (e que é explicado em sua origem no conto A Última Noite em Lenórienn), mas todo o restante do texto é escrito respeitando a norma culta.

Por isso, se você pretende escrever material de regras para a Iniciativa T20, procure escrever o máximo possível dentro da norma culta, e se você pretende escrever contos, uma novela ou um romance ou qualquer material literário, evite desviar da norma padrão, e se for usar alguma variação, use com propósito e de maneira que mantenha a coerência com seu texto.


Mais dicas de escrita da Escolinha de Tanna-Toh

Porques
Vírgula

O roubo do Manuscrito Secreto — Precisamos da sua ajuda!

o roubo do manuscrito secreto

Estamos com um problema no escritório da Jambô! Apesar do nosso sistema de segurança de ponta — é preciso ceder uma amostra de DNA sempre que passar pelas portas lacradas por magia arcana poderosíssima — alguém conseguiu adentrar nossos domínios e esse grande desastre aconteceu: o roubo do Manuscrito Secreto!

Estamos investigando cuidadosamente quem foi este larápio, mas talvez nossos esforços não sejam suficientes. Vamos precisar que você nos ajude a descobrir o que pode ter acontecido e qual o paradeiro do manuscrito.  Nosso time de Especialistas na Proteção de Manuscritos Super Secretos conseguiu, a partir de precisas análises investigativas, encontrar uma lista com 16 possíveis culpados.

Estamos interrogando toda a equipe e anunciaremos nossas descobertas nas redes sociais. No nosso Twitter, Instagram e Facebook vocês terão acesso às dicas, e cada uma delas eliminará um ou mais suspeitos. Você pode nos ajudar apontando nos comentários da postagem ou deste post quem não poderia estar envolvido no crime de acordo com a dica do dia. Dessa forma, e com a sua ajuda, acreditamos poder solucionar o roubo do Manuscrito Secreto.

Logo abaixo, temos a lista de suspeitos. Contamos com você!

O Roubo do Manuscrito Secreto — Suspeitos

fotos de Mestre PedroK, Leonel Caldela, Marcela Alban, Felipe Della Corte, Mari Zumbach, Camila Gamino, Silvia Sala, Marcelo Cassaro, JM Trevisan, Karen Soarele, Schaeppi, Elisa Guimarães, Guilherme Dei Svaldi, Thiago Rosa, Ana das redes e Dan Ramos

 

O Roubo do Manuscrito Secreto — Pistas

Pista 1: Aconteceu outro crime no mesmo dia! O Glauco foi morto em outro canto distante da cidade. Quem quer que tenha cometido essa atrocidade, não poderia estar na Jambô no dia do roubo.

 Pista 2: Nossos termômetros mágicos registraram 10 ºC no dia e os paraibanos da equipe estavam muito empacotados para cometer um crime desses.

 

 

 

 

 

 

 

 

Podcast 122 – A Justiça Não É Justa

Enfrentando o crime vestido de vermelho, chegou seu podcast favorito!

No episódio de hoje, Thiago Rosa, Glauco Lessa e Elisa Guimarães debatem grandes desentendimentos da história cinematográfica, se debruçam sobre as divergências de tema entre o filme e o livro de Duna, relembram a história de um certo vigilante de Hell’s Kitchen e muito mais! Ainda sobrou tempo para responder as dúvidas dos Conselheiros!

Para baixar, clique no link correspondente com o botão direito e escolha “Salvar como”.

Assista às gravações toda segunda-feira, 20h, em twitch.tv/jamboeditora ou assista o video em youtube.com/jamboeditora.

Para ainda mais conteúdo, assine a Dragão Brasil — são mais de 100 páginas de RPG e cultura nerd todos os meses: dragaobrasil.com.br

Conheça nossos livros em: jamboeditora.com.br

twitch.tv/jamboeditora

Créditos
Participantes:
J. M. Trevisan (Twitter | Livros), Thiago Rosa (Twitter), Elisa Guimarães (Twitter)
Edição: Adonias Marques (Instagram)

A Caçadora Púrpura, um lançamento do Selo Odisseias

a caçadora púrpura

A Bienal do Livro de São Paulo deste ano foi um evento de muitas novidades, e uma delas foi o romance Caçadora Púrpura, que nosso novo autor, Felipe Pan, lança pelo Selo Odisseias, nosso selo voltado para novos talentos da escrita.

Em A Caçadora Púrpura, Felipe mistura elementos de ficção científica e distopia para fazer comentários sobre a política nacional, espiritualidade, tecnologia, meio-ambiente, desenvolvimento e autoritarismo. O mundo construído abraça elementos de Tron, de animes como Shaman King e Evangelion e de clássicos da literatura pulp. Tudo isso junto dá vida a um universo que se não fossem os colossos gigantes e mandos e desmandos da Database, poderia facilmente ser o nosso. Logo abaixo, você confere a belíssima capa por Kell Lyn!

A Caçadora Púrpura já está disponível no site da Jambô.

A caça ao éter, uma missão reservada apenas aos mais habilidosos

Elly e Quill sonham em fazer parte da Guilda de Exploradores, habilidosos aventureiros que caçam cristais de éter, a base energética de Veracrucis. Em um mundo de monstros autômatos e intrigas políticas, os amigos se arriscam em busca por entender seu verdadeiro papel em tempos onde inteligências sintéticas e líderes demagogos tentam, à todo custo, moldar o futuro de todos.

A Caçadora Púrpura, por Felipe Pan

Nascido sob as brumas de São Bernardo do Campo, Felipe Pan é romancista e escritor de histórias em quadrinhos. Escreveu e co-criou a série Triskele (Scout Comics, 2022), ilustrada pelo artista Monaramis, e a HQ Gioconda (Editora Nemo), ilustrada por Olavo Costa, vencedora do edital do ProAC de São Paulo para histórias em quadrinhos e finalista do CCXP Awards na categoria Roteiro de Quadrinho. Em dias comuns, passa a maior parte do tempo tentando equilibrar seu trabalho como professor de língua inglesa, a criação dos filhos junto à esposa e sua paixão por escrever e ler romances e HQs (isto é, quando sua gata marota o deixa respirar um pouco).


A Caçadora Púrpura pode ser encontrado aqui.

A Andarilha do Bosque de Lírios, um lançamento do Selo Odisseias

a andarilha do bosque de lírios

O Selo Odisseias ainda guarda novidades para 2021: A Andarilha do Bosque de Lírios, romance de estreia de Taís Turaça Arantes, está previsto para dezembro! Com um currículo acadêmico digno de nota, Taís tem se aventurado pela literatura fantástica em contos, como Próximo, da antologia Curtos & Fantásticos Vol. 1, e também faz resenhas literárias para o blog da Jambô, do qual ela faz parte da equipe fixa.

Em A Andarilha do Bosque de Lírios, Taís usa a fantasia como ferramenta para comentar a dor da perda e como superá-la a partir do olhar de Laura, uma mãe cujo filho é paciente terminal de câncer, e que é arrastada para um mundo mágico com uma missão pela qual nunca pediu. Logo abaixo, vocês podem conferir a delicada capa criada por Gialui Design!

a andarilha do bosque de lírios

Diante dos piores momentos, o difícil é não se perder

Enquanto acompanhava seu filho no tratamento de câncer, a bióloga Laura se vê transportada para um mundo fantástico. Dividida entre o maravilhamento com a magia que acabou de descobrir e a angústia de estar longe do filho, ela parte em uma missão que não compreende totalmente para que possa se reencontrar em meio à tragédia e voltar para seu filho.

Taís Turaça Arantes, a autora de A Andarillha do Bosque de Lírios

Taís Turaça Arantes nasceu em 1991, em Mato Grosso do Sul, e sempre foi apaixonada pelo conhecimento. Graduou-se em Pedagogia, Letras e Recursos Humanos, atualmente cursando Doutorado em Psicologia Social na UERJ e Ciência da Literatura na UFRJ, no Rio de Janeiro. Autora de uma gama de artigos científicos, agora busca se aventurar na escrita de fantasia, com obras como o conto Próximo, na antologia Curtos & Fantásticos, da Jambô Editora, e O Cadáver, na revista Revell publicada pela UEMS. Amante de literatura, música, cinema, histórias em quadrinhos, entre outras manifestações artísticas, acredita que a arte é a única coisa que pode salvar o ser humano do seu fatídico destino.


A Andarilha do Bosque de Lírios está previsto para dezembro de 2021!

Baú Referencial: Recomendações no Streaming

Uma lista de animes à disposição para mestres de Brigada Ligeira Estelar!

Em Brigada Ligeira Estelar, sempre procurei fazer do cenário mais acessível a quem chega. Fazê-lo caminhar pelas próprias pernas. Sempre falei o quanto o Baú Referencial não foi pensado para trazer adaptações e sim referências para os mestres. Admitidamente, isso é… repetitivo. Porém, muita gente começou a acreditar — erroneamente — na necessidade de assistir animes antigos para poder mestrar ou jogar no cenário. E isso não corresponde à verdade.

Em primeiro lugar, sou o primeiro a defender o quanto os robôs gigantes tiveram uma história rica na animação japonesa. Porém, quem só está a fim de jogar com os amigos, no fim de semana, não precisa realmente de um doutorado sobre o tema. Assim, não tem cabimento eu sugerir, sei lá, SPT Layzner ou Heavy Metal L-Gaim — ou seja, animes dos anos 80 disponíveis apenas em inglês com legendas de fãs. Gosto deles mas ninguém deveria ter essa obrigação.

Pondo a Casa em Ordem

Em segundo lugar, é importante deixar claro o quanto sci-fi em geral, e robôs gigantes em particular, estão longe de ser velhos ou irrelevantes. Pelo contrário, ele sempre estão presentes — embora estejam longe de seu boom — e qualquer mergulho em canais de streaming como a Crunchyroll ou a Funimation nos afogue em romances escolares ou histórias sobre gente reencarnada em mundos de fantasia medieval.

Dessa forma, deixo uma lista com material acessível em canais de Streaming. Não estranhe a ausência da Amazon Prime Video: ela já esteve melhor recheada, mas hoje está muito pobre no quesito animes de ficção científica: lá tem o Beatless para os interessados em referências para andro-ginóides em suas campanhas, e olhe lá. Em suma, são materiais acessíveis, legalizados e com alguma coisa útil para o mestre de jogo.

Divirtam-se.

Avisando: isso mudou, devido ao tempo entre escrita e publicação. Verifique!

Atualização: os longas de Neon Genesis Evangelion mencionados na lista são os antigos — Death & Rebirth e The End of Evangelion. Os novos longas (Rebuild of Evangelion) estão na Amazon Prime.

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Podcast 121 – 90 Dias Para Casar em Arton

Matando demônios numa cruzada, chegou seu podcast favorito!

No episódio de hoje, J.M. Trevisan, Thiago Rosa e Camila Gamino descobrem que Pathfinder copiou as Jornadas Heroicas com Wrath of the Righteous, desvendam a indústria americana de adolescentes problema, relembram histórias de terror de relacionamentos passados, arrastam uma guilda inteira para desafiar Valkaria e (finalmente?) mostram a infame aliança de pato. Ainda sobrou tempo para responder as dúvidas dos Conselheiros!

Para baixar, clique no link correspondente com o botão direito e escolha “Salvar como”.

Assista às gravações toda segunda-feira, 20h, em twitch.tv/jamboeditora ou assista o video em youtube.com/jamboeditora.

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Créditos
Participantes:
J. M. Trevisan (Twitter | Livros), Camila Gamino (Twitter), Thiago Rosa (Twitter).
Edição: Adonias Marques (Instagram)

Sal & Tormenta — Presente da Terra, Joia do Deserto, Delícia de Ovas e Benção dos Mares

Sal & Tormenta

Olá, pessoas glutonas queridas! Nesse episódio de Sal & Tormenta trazemos a simplicidade de Alihanna, o brilho de Azgher, a esquisitice de Megalokk e o frescor de Oceano para satisfazer os estômagos (e o gosto por doces), além de ajudar nos combos safados desafios.

O mês foi agitado e cheio de reviravoltas com direito a estreia de Vini e Elisa como ventiladores cênicos e a ameça de morte caso a areia virasse no escritório. Como sempre, as regras são do sádico Rafael Dei Svaldi e as belíssimas fotos do Matheus Tietbohl!

Lembramos que no grupo dos Conselheiros da DB sempre tem votação de Sal & Tormenta.

Presente da Terra

Essa deliciosa maravilha é ofertada por Alihanna para seus filhos cansados e famintos. Para aqueles que sabem onde olhar, essa delícia está ao alcance das mãos, com um pequeno esforço, é possível estar alimentado por um longo período. Os ingredientes são acessíveis, todos disponíveis na natureza, e a deusa não discrimina aqueles que tem acesso à certos elementos pela região em que vive ou estação de ano. Esse doce fortalece os laços com Alihanna e a natureza nos corações de quem o consome.

Efeitos na Mesa

Uma vez pelas próximas 24 horas, você pode refazer um teste de Sobrevivência ou de Adestrar Animais.

Custo: Nenhum. Deve ser feito com ingredientes encontrados na natureza.

Receita de Presente da Terra (a.k.a. maçã assada com ervas, especiarias e castanhas)

Ingredientes

  • Maçãs
  • Mel de abelha
  • As ervas aromáticas que estiverem disponíveis. Usamos tomilho.
  • Castanhas que estejam disponíveis, usamos castanha-do-Pará
  • Folha de Bananeira

Modo de Preparo

  • Pegue as maçãs e faça um corte horizontal retirando a tampa de cima, retire o miolo com as sementes com uma colher.
  • Recheie com o mel, as castanhas e as ervas.
  • Enrole com a folha de bananeira de forma que a maçã não incline e o mel não escorra.
  • Leve ao forno à 180 C por 30 minutos ou a uma fogueira até a maçã ficar macia e o mel caramelizado
  • Sirva ainda quente.

Joia do Deserto

Esse doce típico demonstra o amor do povo de Azgher pelo seu patrono e sua dedicação. É normalmente consumido durante as perigrinações no Deserto por devotos e sacerdotes a caminho do seu ritual de adoração e doação. Dourado como o sol, dura semanas quando bem acondicionado em um recipiente fechado e pode ser consumido sem nenhuma condição especial, tornando-o portátil e ideal para grandes jornadas. Se algum devoto ofertar esse doce, sinta-se honrado e o aceite de bom grado porque raramente é visto por aqueles que não adoram ao Sol.

Efeito na Mesa

Uma vez pelas próximas 24 horas, você pode fazer uma arma corpo a corpo de corte que esteja empunhando se cobrir em chamas. A arma causa +1d6 pontos de dano de fogo (ou +2d6 contra mortos-vivos). As chamas duram até você acertar um ataque ou até o fim da cena (o que acontecer primeiro).

Custo: T$ 5

Receita de Joia do Deserto (a.k.a. manjar turco de manga com amendoas e água de rosas)

Ingredientes

  • 1 copo de Amido de Milho
  • 1 e 1/2 copo de água
  • 1 copo de polpa de manga
  • 1 copo de áçucar
  • 100g de amêndoas tostadas
  • 1 colher de sopa de água de rosas

Modo de preparo 

  • Misture todos os ingredientes exceto as amêndoas e a água de rosas e dissolva bem.
  • Depois de dissolvido leve ao fogo baixo por 20 minutos após o início da ferruva. É necessário mexer sempre, desde que ligar o fogo, ou o creme ficará empelotado com uma textura desagradável. Não cozinhe menos de 20 minutos ou o doce ficará grudento e impossível de cortar. É preciso muita força no braço e perseverança, mas você é aventureiro, não é? O que é uma colher de pau quando se empunha uma espada? Quando chegar no ponto, acrescente a água de rosas e misture.
  • Espalhe a massa quente sobre uma superfície plana forrada com papel manteiga e coloque as amêndoas inteiras, pode empurrar na mistura, ou só ficará na superfície. Deixe descansar por 8 horas no mínimo.
  • Corte em pedaços com uma faca afiada e depois povilhe em uma mistura com partes iguais de açúcar de confeiteiro e amido de milho.

Delícia de Ovas

Esse doce viscoso, porém gostoso, é o favorito daqueles que dizem não se importar com as aparências. Pode ser visto sendo consumido por devotos do Deus-Monstro nos lugares mais inusitados, como beira de pântanos e até mesmo perto de grandes carcaças de animais. Raro de ser encontrar e mais raro ainda de ser apreciado por raças que não tenham tenham ligação com Megalokk.

Efeitos na Mesa

Uma vez pelas próximas 24 horas, você pode invocar a fúria de Megalokk para receber +1 nas jogadas de dano com armas corpo a corpo por uma cena.

Custo: T$ 2

Receita de Delícia de Ovas (a.k.a. sagu de goiaba, maracuja e leite)

Sal & Tormenta

Ingredientes

Sagu de Goiaba

  • 1/2 xícara de sagu
  • 1 e 1/2  xícara de polpa de goiada
  • 1/2 xícara de água
  • 1 goiaba, se quiser uma textura mais pedaçuda
  • 1/2 xícara de açúcar

Modo de Preparo

  • Misture todos os ingredientes e leve ao fogo médio, mexendo de sempre para não grudar no fundo da panela.
  • Quando as bolinhas começarem a ficar transparentes está no ponto. Se preferir mais macio, é só deixar cozinhar mais um pouco.

Sagu de Maracujá

  • 1/2 xícara de sagu
  • 2 xícaras de suco de maracujá concentrado (também pode ser feito com a fruta in natura, as sementes dão uma textura legal. Não usamos porque não achamos mesmo)
  • 1/2 xícara de açúcar

Modo de Preparo

  • Misture todos os ingredientes e leve ao fogo médio, mexendo de vez em quando para não grudar no fundo da panela.
  • Quando as bolinhas começarem a ficar transparentes está no ponto. Se preferir mais macio, é só deixar cozinhar mais um pouco.

Leite

  • 1/2 xícara de sagu
  • 3 xícaras de leite integral, ou leite vegetal de sua preferência
  • 1/2 xícara de açúcar
  • 1 canela em pau
  • Raspas de meio limão

Modo de Preparo

  • Misture todos os ingredientes e leve ao fogo médio, mexendo de sempre para não grudar no fundo da panela.
  • Quando as bolinhas começarem a ficar transparentes está no ponto. Se preferir mais macio, é só deixar cozinhar mais um pouco.

Montagem

  • Deixe os sabores esfriarem, leve a geladeira. Deixe separadamente para cada um servir na proporção que desejar.
  • Ou em um recipiente, despeje cada sabor para formar camadas.
  • Sirva bem gelado

Benção dos Mares

Sal & Tormenta

Essa iguaria ofertada ao Grande Oceano se tornou uma lenda entre os pescadores, piratas e marinheiros. Dizem que em momentos tempestuosos e de grande aflição, quando a fé se torna mais forte do que a esperança, o próprio deus envia esses presentes para acalentar os corações e restaurar a força de quem depende do mar. Já aqueles que tiveram mais contatos com as criaturas das profundezas garantem que o doce é preparado com alegria pelos povos submarinos e soltos no mar dentro de cocos para que cheguem aos necessitados. Não por acaso, essa delícia já salvou vidas e apaziguou guerras.

Efeitos na Mesa

Uma vez pelas próximas 24 horas, você pode invocar o poder do Deus dos Mares para adquirir deslocamento de natação, igual ao seu deslocamento, por uma cena.

Custo: T$ 3

Receita de Benção dos Mares (a.k.a. gelatina de água de coco com tangerina e calda de leite de coco)

Sal & Tormenta

Ingredientes

  • 3 copos de água de coco
  • 5 gramas de kanten (agar agar de uso culinário)
  • áçucar a gosto
  • 500 ml de leite de coco
  • tangerina/mexirica/bergamota
  • 1 colher de água de flor de laranjeira
  • 1 colher de amido de milho

Modo de Preparo

  • Misture a água de coco, o kanten e a quantidade de áçucar de preferência e leve ao fogo mexendo sempre. Assim que a mistura fever, espere 3 minutos, misture a água de flor de laranjeira.
  • Descaste a tangerina e arrume-a na forma em que a sobremesa será preparada da forma que achar mais interessante. Acrescente a mistura de água de coco ainda quente, pois o kanten se solidifica a uma temperatura mais alta que a gelatina. Reserve até ficar na consistência correta.
  • Misture o leite de coco, o amido de milho e a quantidade que áçucar mais adequada ao seu paladar. Leve ao fogo médio mexendo sem parar. Assim que a mistura ferver, espere 1 minuto e retire do fogo. Leve à geladeira assim que esfriar.
  • Desenforme a gelatina de água de coco. Sirva com o creme de leite de coco.

 

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