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AMOSTRA GRÁTIS — Revista Dragão Brasil 171

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Você já conhece a Dragão Brasil? Essa publicação mensal foi pioneira ao falar de RPG no Brasil e foi o berço do universo de Tormenta ainda na década de 90! Hoje, a Dragão existe digitalmente, apoiada por seus assinantes e trazendo mais de 100 páginas de conteúdo nerd de primeiríssima qualidade, além de extras como mapas de batalha, tokens de RPG e volumes inéditos do mangá Khalifor. A partir deste mês, vamos compartilhar uma amostra grátis da edição mais recente, o editorial e uma matéria escolhida a dedo pelo editor da revista, J.M. Trevisan.

Neste mês, a matéria escolhida foi a coluna Toolbox, escrita pelo autor de Tormenta Leonel Caldela. Você pode baixar a amostra grátis aqui!

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Podcast 117 – Masterizando a parada

Ensinando sem te enrolar, chegou seu podcast favorito!

No episódio de hoje, J.M. Trevisan, Felipe Della Corte e Glauco Lessa falam das várias (e fascinantes) faces da palavra “capaz” ao redor do Brasil, do submundo dos jogos de Playstation 2 e 3 em 2021 e do arrasador MOBA de Pokemon. Também sobrou tempo para sentar o pau nos coaches de RPG, responder as dúvidas dos Conselheiros e acrescentar mais umas bobagens!

Para baixar, clique no link correspondente com o botão direito e escolha “Salvar como”.

Assista às gravações toda segunda-feira, 20h, em twitch.tv/jamboeditora ou assista o video em youtube.com/jamboeditora.

Para ainda mais conteúdo, assine a Dragão Brasil — são mais de 100 páginas de RPG e cultura nerd todos os meses: dragaobrasil.com.br

Conheça nossos livros em: jamboeditora.com.br

twitch.tv/jamboeditora

Créditos
Participantes:
J. M. Trevisan (Twitter | Livros), Felipe Della Corte (Twitter), Glauco Lessa (Twitter).
Edição: Adonias Marques (Instagram)

Sal & Tormenta — Deleite Mágico, Bolos de Jade e Frescor de Nimb

sal & tormenta

Agora que o frio deu uma trégua em Porto Alegre, finalmente foi possível colocar as receitas geladas para votação nas Sobremeas dos Deuses aqui na coluna Sal & Tormenta! Como pessoas vindas de lugares quentes o ano todo, nem eu nem Elisa Guimarães tivemos coragem de encarar sorvete e raspadinha em nosso primeiro inverno no Rio Grande do Sul. Essa também foi a edição com algumas das receitas mais estranhas, mas surpreendendo a todos (até nós mesmos), elas ficaram bem gostosas!

Esperamos que gostem!

Como sempre no Sal & Tormenta, regras por Rafael Dei Svaldi e fotos por Matheus Tietbohl! Ana Carolina Gonçalves foi cobaia.

Lembrando que a CD de preparo de todos os doces dos deuses é 20.

Deleite Mágico

Em Arton, a magia pode até ser algo comum, mas nem por isso deixa de criar seus momentos de maravilhamento. A sobremesa de Wynna, deusa da magia, sempre será um desses momentos: é possível perceber que a receita foi bem sucedida porque ela sempre terá algum elemento surpresa que a torna encantaodora e apetitosa. Uma mudança súbita de cor, a temperatura que se adequa sozinha até se tornar perfeita, um aroma misterioso e sedutor… 

Sobre esta receita: Nós sabemos que o chá de clitória, que muda de cor na presença de ácidos ou bases, não é fácil de conseguir no Brasil (a gente comprou no Shopee). Ele não tem gosto de nada e a função na receita é só o efeito da mudança de cor. Se você gosta de limão, quer algo gelado e fácil de fazer e não tem acesso ao chá, a gente recomenda fazer sem.

Efeitos na mesa

Escolha uma magia de 1º círculo. Até o final do dia você pode lançar essa magia uma única vez, sem aprimoramentos, pagando 2 PM (atributo-chave Inteligência).

Custo:  6 T$ 

Receita de Deleite Mágico (a.k.a granita de limão com chá de clitória e rosas)

Ingredientes

  • 5 limões sicilianos
  • 1 limão taiti
  • 1 litro de água
  • 2 xícaras de açúcar
  • 1 colher de sopa de água de rosas
  • 500 ml de água
  • flores secas de clitória a gosto

Preparo

  1. Misture as 2 xícaras de água e o açúcar e leve ao fogo até que todo o açúcar se dissolva. Não é preciso ferver.
  2. Espere a mistura esfriar e acrescente o suco de todos os limões. Caso não vá fazer o chá, acrescente também a água de rosas. Leve a mistura ao freezer até congelar completamente.
  3. Caso vá servir com o chá, ferva os 500 ml de água e deixe as flores de clitória infusionarem no chá. Quanto mais flores, mais azul vai ficar. Misture a água de rosas e leve à geladeira.
  4. Quando a base da granita estiver totalmente congelada, basta raspá-la com uma colher ou garfo e servir. Para o efeito da mudança de cor, acrescente o chá ao gelo raspado na hora de servir.

Bolinhos de Jade

Como um deus preocupado com a honra e a verdade, Lin-Wu abençoa seus protegidos com uma guloseima barata, acessível e portátil. Capaz de agradar em mesma medida os nobres em seus banquetes, o mais simples dos camponeses e os aventureiros que precisam ficar longos períodos fora de casa. Como sinal da gratidão da divindade e seu povo pelo acolhimento após o terrível ataque da Tormenta, esse pão macio e da cor de jades tem um recheio que talvez fosse mais esperado em uma mesa tipicamente valkariana, sob um preciosismo típico de Tamu-ra.  

Efeitos na mesa

Ao fazer um ataque corpo a corpo, você pode gastar o efeito desta comida. Se acertar o ataque, causa dano máximo.

Custo:  4 T$ 

Receita de Bolinhos de Jade (a.k.a baos de matcha no vapor recheados com brigadeiro)

Ingredientes

  • 1 2/3 xícara de farinha de trigo branca
  • 1/4 xícara de água
  • 1/3 xícara de leite
  • 3 colheres de sopa de açúcar
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de chá de fermento seco para pão
  • 1 colher de sopa de matcha (chá verde em pó)
  • 1 lata de leite condensado
  • 2 colheres de cacau ou chocolate em pó
  • papel manteiga

Preparo

  1. Misture a farinha, o fermento e o matcha. Esquente a água, o leite e o açúcar até a mistura ficar morna e o açúcar dissolver.
  2. Misture o leite à farinha com fermento com a mão. Acrescente a pitada de sal. 
  3. Polvilhe uma fina camada de farinha em uma bancada para não grudar. Sove a massa por 15 minutos (ou até a mistura ficar homogênea). Acrescente aos poucos mais farinha na bancada sempre que a mistura voltar a grudar na bancada.
  4. Coloque a massa em uma bacia, tampe com um plástico filme e deixe crescer em um lugar mais quente até que a mistura dobre de tamanho.
  5. Enquanto isso, prepare um brigadeiro normal até desgrudar do fundo da panela e ficar em ponto de enrolar. Espere esfriar, divida em 8 porções e enrole 8 bolinhas. Deixe na geladeira.
  6. Assim que a massa dobrar de tamanho, sove-a novamente até voltar a ficar homogenea. Divida em 8 poções de mesmo tamanho, forme bolinhas e reserve para que fermentem e cresçam novamente.
  7. Abra as bolinhas com um rolo (ou uma garrafa de vidro) enfarinhado para que a massa não grude. Cubra cada um dos brigadeiros com um dos discos de massa formando uma bolinha.
  8. Corte 8 quadrados de papel manteiga e coloque um pãozinho sobre cada um deles.
  9. Cozinhe os pães no vapor por 15 minutos com um espaço entre eles, porque eles crescerão no calor. Retire do vapor e estão prontos.
  10.  Caso você não tenha uma panela de cozinhar no vapor (que foi nosso caso), coloque uma caneca de cerâmica (ou outro recipiente que aguente calor) em uma panela alta com tampa. Encha a panela com água até metade da altura do recipiente e ferva a água. Nesse momento, coloque um prato com os bolinhos sobre a caneca e tampe a panela.

 

Frescor de Nimb

Mesmo os paladares mais refinados de Arton, aqueles que provaram os sabores mais exóticos, raros e estranhos tem uma grande dificuldade em explicar como é provar o Frescor de Nimb, ainda que nenhum deles tenha algo além de elogios para falar da experíência. Um creme gelado a primeira vista, dizem que a sobremesa é capaz de refrescar e esquentar aqueles que a consomem ao mesmo tempo, em uma confusão de reações físicas que só o olhar do deus do caos poderia levar até os mortais.

Efeitos na mesa

O próximo resultado “1” que você rolar em um teste será considerado um “20”. E o próximo resultado “20” que você rolar será considerado um “1”.

Custo:  2 T$ 

Receita de Frescor de Nimb (a.k.a sorvete de baunilha, chocolate e pimenta)

Ingredientes

  • 300 g de creme de leite ou nata bem gelados
  • 1 lata de leite condensado
  • 100 g de chocolate (nós usamos 70% e recomendamos usar um menos doce, mas vai do seu gosto)
  • 1 colher de sopa de essência ou extrato de baunilha
  • 10 unidades de pimentas dedo de moça(na verdade, vai de quão picante você aguentar. Nós usamos habanero e dedo de moça, passamos dois dias com as mãos ardendo)
  • 1 maçã descascada e picada
  • 1/2 xícara de açúcar
  • 1/4 de xícara de água
  • 1 colher de chá de limão

Preparo

  1. Para a geleia de pimenta, corte das pimentas no meio, retire as sementes e pique-as. Leve ao fogo com a maçã, o açúcar, a água e o limão. Cozinhe até a maçã começar a derreter e a mistura ficar com consistência de geleia. Deixe esfriar e reserve.
  2. Para o sorvete, bata o creme de leite gelado até atingir picos médios, ou seja, engrossar a pouco de ganhar consistência mas ainda não manter a forma. É importante não bater creme de leite fresco ou nata demais, se não vira manteiga.
  3. Misture o leite condensado e bata a mistura até atingir pico duro, ou seja, ser capaz de manter a forma.
  4. Acrescente a geleia de pimenta, a baunilha e o chocolate picado. Misture o suficiente só para incorporar.
  5. Leve ao freezer de um dia para o outro.

Bonus: Matheus e Ana provando o Frescor de Nimb!

Mais Sal & Tormenta

Sal & Tormenta 01 — Lena e Khalmyr
Sal & Tormenta 02 — Aharadak, Thyatis e Kallyadranoch
Sal & Tormenta 03 — Arsenal, Tenebra e Thwor

Terminou a refeição? Que tal Aventuras Anti-ácidas?

Aventuras Anti-ácidas — Temebra, Arsenal, Thwor e Thyatis

Heróis de Bolso 01 — Fichas prontas para Tormenta20

Fichas prontas para Tormenta20

Olá, leitores! Precisa de fichas rápidas para aquela mesa de Tormenta20 que rolou de última hora? Vai participar de um evento online e quer personagens prontos? Heróis de Bolso vem ajudar em todas suas necessidades de ficha (combo não necessariamente incluso). Todos os meses vou trazer fichas prontas pra Tormenta20, de várias raças e classes. Também é ideal para acompanhar as aventuras prontas das Breves Jornadas, minha nova coluna que estreia na Revista Dragão Brasil deste mês!

Vocês podem baixar todas as fichas por Diogo Almeida aqui, ou baixá-las individualmente abaixo!

Minotauro Cavaleiro 1, Guarda

Iniciativa +0, Percepção +0, faro.
Defesa 19, Fort +6, Ref +0, Von +0.
Pontos de Vida 24.
Deslocamento 6m (4q).
Pontos de Mana 3.
Corpo a corpo. Espada Longa +7 (1d8+5, 19) ou lança +7 (1d6+5).
Baluarte. Você pode gastar 1 PM para receber +2 na Defesa e nos testes de resistência até o início do seu próximo turno. A cada quatro níveis, pode gastar +1 PM para aumentar o bônus em +2.
Chifres. Você possui uma arma natural de chifres (dano 1d6, crítico x2, perfuração). Quando usa a ação atacar, pode gastar 1 PM para fazer um ataque corpo a corpo extra com os chifres.
Código de Honra. Você não pode atacar um oponente pelas costas (em termos de jogo, não pode se beneficiar do bônus de flanquear), caído, desprevenido ou incapaz de lutar. Se violar o código, você perde todos os seus PM e só pode recuperá-los a partir do próximo dia.
Faro. Você não fica desprevenido e sofre apenas camuflagem (em vez de camuflagem total) contra inimigos em alcance curto que não possa ver.
Medo de Altura. Se estiver adjacente a uma queda de 3m ou mais de altura (como um buraco ou penhasco), você fica abalado.
For 20 Des 10 Con 18 Int 12 Sab 10 Car 10
Poderes. Estilo de Arma e Escudo.
Perícias. Atletismo +7, Guerra +3, Investigação +3, Luta +7, Nobreza +3.
Equipamentos. Brunea, escudo leve, espada longa, lança, mochila, saco de dormir, traje de viajante, T$ 14.

Opcional — Devoto de Khalmyr
Espada Justiceira (Livre, 1 PM) — Você encanta sua espada (ou outra arma corpo a corpo de corte que esteja empunhando). Ela recebe +1 em testes de ataque e rolagens de dano até o fim da cena.
Obrigações & Restrições — Devotos de Khalmyr não podem recusar pedidos de ajuda feitos por pessoas inocentes. Também devem cumprir as ordens de superiores na hierarquia da igreja (qualquer devoto do Deus da Justiça de nível maior) e só podem usar itens mágicos criados por devotos do mesmo deus.

Lefou Arcanista (Feiticeiro) 1, Eremita

Iniciativa +7, Percepção +4, visão no escuro.
Defesa 15, Fort +2, Ref +4, Von +4.
Pontos de Vida 10.
Deslocamento 9m (6q).
Pontos de Mana 9.
À distância. Arco curto +4 (1d6, x3, médio).
Busca Interior. Quando você e seus companheiros estão diante de um mistério, incapazes de prosseguir, você pode gastar 1 PM para meditar sozinho durante algum tempo e receber uma dica do mestre.
Cria da Tormenta. Você é uma criatura do tipo monstro e recebe +5 em testes de resistência contra efeitos causados por lefeu e pela Tormenta.
Linhagem Rubra Básica. Quando adquire um poder da Tormenta, você pode aplicar a penalidade em Carisma a outro atributo. Sua relação com a invasão aberrante lhe permite sacrificar partes específicas de seu ser.
Magias. 1º — Conjurar Monstro, Imagem Espelhada, Setas Infalíveis de Talude. CD 13.
For 7 Des 18 Con 14 Int 8 Sab 12 Car 16
Poderes. Antenas, Carapaça.
Perícias. Adestramento +5, Misticismo +3, Sobrevivência +3.
Equipamento. Arco curto, barraca, kit de medicamentos, mochila, saco de dormir, traje de viajante e T$ 14.

Opcional — Devoto de Kallyadranoch
Escamas Dracônicas — Você recebe +1 na Defesa.
Obrigações & Restrições — Para subir de nível, além de acumular XP suficiente, o devoto de Kally deve realizar uma oferenda em tesouro. O valor é igual à metade da diferença do dinheiro inicial do nível que vai alcançar para o nível atual (por exemplo, T$ 200 para subir para o 4° nível). Sabe-se, também, de devotos malignos que sacrificam vítimas a Kally (não permitido para personagens jogadores).

Qareen (Ar) Clériga de Wynna 1, Circense

Iniciativa +2, Percepção +3
Defesa 12, Fort +2, Ref +4, Von +5, resistência a eletricidade 10.
Pontos de Vida 18.
Deslocamento 9m (6q).
Pontos de Mana 11.
À distância. Besta leve +2 (1d8, 19, médio).
Desejos. Se lançar uma magia que alguém tenha pedido desde seu último turno, o custo da magia diminui em –1 PM. Fazer um desejo ao qareen é uma ação livre.
Escudo Mágico. Quando lança uma magia, você recebe +2 na Defesa até o início do seu próximo turno.
Tatuagem Mística. Você pode lançar a magia Imagem Espelhada. Caso aprenda novamente essa magia, seu custo diminui em –1 PM.
Truque de Mágica. Você pode lançar Explosão de Chamas, Hipnotismo e Transmutar Objetos, mas apenas com o aprimoramento Truque. Esta não é uma habilidade mágica — os efeitos provêm de truques e prestidigitação.
Obrigações & Restrições de Wynna. Ainda que a magia jamais possa ser negada para quem a busca, devotos de Wynna devem praticar a bondade e a generosidade de sua deusa, jamais recusando um pedido de ajuda. Além disso, devotos de Wynna são proibidos de matar seres mágicos (elfos, qareen, sílfides e outros a critério do mestre) e conjuradores arcanos.
Magias. 1º — Armadura Arcana, Benção, Curar Ferimentos, Imagem Espelhada.
For 10 Des 14 Con 14 Int 10 Sab 16 Car 14
Poderes. Bênção do Mana, Teurgista Místico.
Perícias. Diplomacia +4, Intuição +5, Religião +5.
Equipamento. Besta leve, mochila, saco de dormir, traje de viajante, 10 virotes, T$ 14.

Opcional — Temeroso (Desvantagem)
Você tem medo de se machucar. Como alternativa, treinou apenas com armas de ataque à distância e não sabe o que fazer quando as coisas ficam mais “pessoais”. Você sofre –5 em Luta.
Poder Bônus — Magia Ilimitada: Você soma seu modificador do atributo-chave no limite de PM que pode gastar numa magia.

Anã Inventora 1, Membro de Guilda

Iniciativa +0, Percepção +0, visão no escuro
Defesa 13, Fort +4, Ref +0, Von +2
Pontos de Vida 17.
Deslocamento 6m (4q).
Pontos de Mana 4.
Corpo a corpo. Machado de guerra certeiro +9 (1d12+2, x3).
Conhecimento das Rochas. Você recebe visão no escuro e +2 em testes de Percepção e Sobrevivência realizados no subterrâneo.
Engenhosidade. Quando faz um teste de perícia, você pode gastar 2 PM para receber um bônus igual ao seu modificador de Inteligência no teste. Você não pode usar esta habilidade em testes de ataque.
Foco em Perícia. Quando faz um teste de Ofício (Armeiro), você pode gastar 1 PM para rolar dois dados e usar o melhor resultado.
Rede de Contatos. Graças à influência de sua guilda, você pode usar Diplomacia para obter informação sem custo (veja Investigação, Tormenta20, p. 120).
Tradição de Heredrimm. Você é perito nas armas tradicionais anãs, seja por ter treinado com elas, seja por usá-las como ferramentas de ofício. Para você, todos os machados, martelos, marretas e picaretas são armas simples. Você recebe +2 em ataques com essas armas.
For 14 Des 10 Con 14 Int 18 Sab 10 Car 12
Perícias. Conhecimento +6, Diplomacia +3, Intuição +2, Misticismo +6, Ofício (Alquimia) +6, Ofício (Armeiro) +6, Ofício (Engenhoqueiro) +6.
Equipamento. Couro batido, machado de guerra certeiro, mochila, saco de dormir, traje de viajante, T$ 14.

Opcional — Devoto de Tenebra
Carícia Sombria (Padrão, 1PM) — Você cobre sua mão com energia negativa e tocar uma criatura em alcance corpo a corpo. A criatura sofre 2d6 pontos de dano de trevas (Fortitude CD 10) e você recupera PV iguais à metade do dano causado.
Obrigações & Restrições — Tenebra proíbe que seus devotos sejam tocados por Azgher, o odiado rival. O devoto deve se cobrir inteiramente durante o dia, sem expor ao sol nenhum pedaço de pele.

Podcast 116 – Grandes Desgraças da Lutinha!

Apoiado por patrocinadores reversos, chegou seu podcast favorito!

No episódio de hoje, J.M. Trevisan, Felipe Della Corte e Camila Gamino falam
do trágico documentário Dark Side of the Ring, de como funcionam as lógicas de joguinhos, como é tomar uma gostosa injeção no joelho, dissertam sobre barracos familiares em reality shows e descobrem quem foi o único integrante do podcast que NUNCA ganhou um presente do Victor Lucky! Também tivemos tempo de falar um pouco de Nier Automata (será que o Della gostou?), Sex and Education e de responder as dúvidas dos Conselheiros!

Para baixar, clique no link correspondente com o botão direito e escolha “Salvar como”.

Assista às gravações toda segunda-feira, 20h, em twitch.tv/jamboeditora ou assista o video em youtube.com/jamboeditora.

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Créditos
Participantes:
J. M. Trevisan (Twitter | Livros), Felipe Della Corte (Twitter), Camila Gamino (Twitter).
Edição: Adonias Marques (Instagram)

Arena de Valkaria — Princesa Nádia e Kessedi são os campeões!

Que venham os vencedores! Depois de emocionantes semanas de combate incansável, a Arena de Valkaria tem seus primeiros campeões: Princesa Nádia e Kessedi! A dupla esteve na dianteira durante todo o campeonato, e com duas vitórias seguidas na final contra Beldade e Raul, encerram a temporada de 2021 com seus nomes escritos na história do torneio!

Mas ainda não acabou: na próxima semana, todos os participantes da Arena de Valkaria se reunem novamente para lavar roupa suja conversar sobre essa disputa emocionante!

O que é a Arena de Valkaria?

Vamos ser bem sinceros: Muita gente gosta de RPG pra montar um personagem e sair descendo a porrada em tudo o que quiser precisar. Honrando a legião de combeiros safados jogadores empenhados em tirar o maior proveito possível de suas fichas, criamos a Arena de Valkaria! Essa stream apresentada por Felipe Della Corte e transmitida toda quarta-feira, às 20 horas, ao vivo no Twitch da Jambô é uma rinha de combeiro competição entre quatro duplas com o objetivo de derrotar o inimigo e conquistar ouro, glória e o amor da torcida!

Aqui no blog da Jambô, a partir desta semana, pode pode acompanhar como andam as lutas na Arena e ficar de olho na maior competição que Arton já viu. Para facilitar sua vida, este post vai ser atualizado toda semana com os últimos resultados e todo o histórico de combates até o momento. Lembrando também que você pode acompanhar os episódios passados completos da Arena de Valkaria pelo canal de Youtube da Jambô.

Grande Final

Princesa Nádia e Kessedi 2 x 0 Beldade e Raul

Placar geral da temporada

  1. Princesa Nádia e Kessedi (4 vitórias, 3 finalizações)
  2. Beldade e Raul (3 vitórias, 1 finalização)
  3. Rakko Strukk e Sharak-Tur (3 vitórias)
  4. Werna e Lica (2 vitórias, 1 finalização)

GRANDE FINAL 1 — 15 DE SETEMBRO

Princesa Nádia e Kessedi X Beldade e Raul

08 DE SETEMBRO

Princesa Nádia e Kessedi X Werna e Lica

01 DE SETEMBRO

Beldade e Raul X Princesa Nádia e Kessedi

25 DE AGOSTO

Rakko Strukk e Sharak-Tur X Beldade e Raul

19 DE AGOSTO

Rakko Strukk e Sharak-Tur X Werna e Lica

12 DE AGOSTO

Werna e Lica X Beldade e Raul

4 DE AGOSTO

Princesa Nádia e Kessedi X Rakko Strukk e Sharak-Tur

14 DE JUlHO

Princesa Nádia e Kessedi X Beldade e Raul

30 DE JUNHO

Rakko Strukk e Sharak-Tur X Werna e Lica

23 DE JUNHO

Princesa Nádia e Kessedi X Rakko Strukk e Sharak-Tur

16 DE JUNHO

Werna e Lica X Beldade e Raul

09 DE JUNHO

Princesa Nádia e Kessedi X Werna e Lica

02 DE JUNHO

Rakko Strukk e Sharak-Tur X Beldade e Raul

 

 

Arena de Valkaria

Toda quarta-feira, às 20 horas, no Twitch da Jambô

Overlays para streaming de RPG — Tormenta20 e Império de Jade

overlays para streaming de RPG

A pandemia de Covid-19 modificou a forma como as pessoas se relacionam e também mudou e muito o cenário de RPG de mesa no Brasil e no mundo. Com as medidas de distanciamento social, o número de mesas de RPG presenciais caiu e, consequentemente, o número de mesas online por plataformas como o Roll20 e o Foundry VTT aumentou e muito. 

Tanto é que, entre o primeiro trimestre de 2020 e o primeiro trimestre de 2021, Tormenta saiu da 28ª colocação como o sistema mais jogado em todo o mundo pelo Roll20 para o 15º lugar. Isso de acordo com dados divulgados pela própria empresa dona da plataforma. 

Os streams de RPG também aumentaram neste período. Apesar de já existirem desde antes da pandemia, como é o caso da Guilda do Macaco, o número de mesas online incentivou os jogadores e mestres a criarem seus próprios streaming, jogando ao vivo pelo YouTube ou pelo Twitch.

Muitas mesas de RPG transmitidas por stream já utilizam alguns modelos de organização de telas dentro da transmissão, os chamados overlays, para mostrar mestre, jogadores, mapas e rolagens. 

Para facilitar a vida dos streamers que não sabem como criar um overlay, ou mesmo para quem não quer ter trabalho e já utilizar um modelo pronto, apresento a vocês quatro modelos para transmissões de RPG utilizando os sistemas Tormenta20 e Império de Jade.

São dois modelos para Tormenta20 e dois para Império de Jade. Um para um mestre e quatro jogadores e um para um mestre e cinco jogadores, isso para cada sistema.

Overlays para streaming de RPG:  Tormenta20 e Império de Jade:

Os arquivos estão em formato PNG, com transparências nos espaços destinados às câmeras da pessoa que vai mestrar e das pessoas jogadoras. Também há um espaço para incluir a tela com o mapa de batalha (ou outras imagens) e ainda uma área para as rolagens. Abaixo de cada quadro destinado às câmeras, também há uma área livre para incluir o nome das personagens. 

A configuração de nomes e das câmeras pode ser feita pelo OBS ou por qualquer outro programa utilizado para transmissão dos jogos. Além disso, esses overlays também podem ser utilizados na edição de vídeos já gravados de mesas de RPG que não foram ao ar ao vivo. 

E aí, o que vocês acharam? Conta pra gente aí nos comentários. Avisa também, nos comentários ou marcando a gente nas redes, quando usar as overlays na sua stream!

Arrepios 02 — Sede

horror cósmico

Horror cósmico. Muito associado — não equivocadamente — ao escritor H.P Lovecraft, esse subgênero teve seus tentáculos espalhados pelos rostos assustados dos leitores em histórias mais antigas, como a novela Who Goes There? de John W. Campbell Jr, que deu origem ao filme O Enigma de Outro Mundo, e outras histórias escritas por um dos autores mais clássicos do terror, Edgar Allan Poe

Sem ter a intenção de ser didático e discutir com os historiadores que tem muito mais a acrescentar sobre a criação e evolução do horror cósmico do que eu, Lovecraft tornou-se o nome mais forte do gênero e criou pesadelos  — indescritíveis ou não — por várias gerações. 

O que mais me atrai no horror cósmico vai bem além dos monstros hercúleos que desafiam nossa sanidade. Meu fascínio é exatamente por saber que as criaturas abomináveis estão longe de ser o que nos faz temer o horror que vem das profundezas do universo. O medo palpável, o vento frio que entra por nossa orelha e reverbera por nossos pensamentos e a sensação de sermos apenas um ponto minúsculo numa galáxia que é um ponto minúsculo em um universo que ignora nossas vidas, problemas, boletos. Toda nossa busca por explicarmos nossa própria existência não é nada, nem tem sentido universal. Dentes afiados e tentáculos gosmentos não são tão assustadores como nossa real insignificância.

Foi com esse pensamento niilista que escrevi o conto Sede, uma pequena experiência de horror cósmico que contempla a nossa coluna deste mês. Bons arrepios e deixe seu comentário, ele é muito importante. 

 

Sede

Surgiu no céu como se um novo sol se apresentasse bruscamente. A olho nu, era uma bola um pouco distorcida que corria pelo horizonte em alta velocidade. Um cometa, era o que os âncoras dos jornais berravam assustados.

Mas eu descartei ser algo do tipo, por não parecer cair e sim planar centenas de metros acima do mar que banhava o Rio de Janeiro. De onde eu observava — em segurança, por isso ainda respiro — era uma bola enorme e meio roxa, não parecia um OVNI, tampouco um veículo construído por nós. Peguei meu telescópio amador e só então pude entender o terror.

Ajustei o foco lentamente, rosqueando as lentes que teimavam em não capturar a criatura, como se nem algo inanimado conseguisse entender a vasta abominação abissal que fazia os crentes perderem a fé, enquanto ateus se agarravam à salvação. As engrenagens ajustavam a imagem borrada capturada pelas lentes, conforme meus dedos escorregaram pelo plástico barato. A ansiedade estremecia minhas mãos suadas, mas a curiosidade enfrentou bravamente o medo pungente deslizando quente por minhas veias.

Quando finalmente consegui visualizar tal figura abominável, foram meus sentidos que passaram a lutar contra a verdade. Nem no pior pesadelo minha mente conseguiria construir algo tão horrendo, nem se todas as minhas forças ficassem voltadas  para o abismo do mal, nem se todos os demônios do inferno desenhassem obscenidades com sangue algo poderia ser tão indigesto. 

Um olho enorme ocupava, centralizado, cerca de 50% do corpo daquela coisa. Sua pupila estava avermelhada, talvez pela entrada em nossa atmosfera, talvez puro sentimento de ódio demonstrado pelo o que pareciam veias com, calculei sem muita precisão, vários metros de diâmetro. A pupila, a princípio, parecia ter forma de um diamante retorcido, entretanto, minha percepção parecia errada conforme ela mudava de formato enquanto a criatura olhava para baixo, focada no mar de Copacabana lotado de banhistas desavisados, descrentes, desgraçados. 

Conforme a massa percorria o céu, seu corpo se envolvia em uma espécie de líquido viscoso, protegendo-o do atrito. Seu enorme olho foi recoberto com o que poderíamos chamar de pálpebras, mas pareciam grandes toalhas alaranjadas e com certa transparência, lembrando uma gelatina grudenta, ou um tubarão monstruoso prestes a atacar.

Retirei meu olho direito da luneta e o esfreguei com certa dúvida. Respirei bem fundo. Segurei o ar em meus pulmões por alguns intermináveis segundos e voltei a observar o improvável. Um monstro? Alucinação? Algo completamente fora da minha percepção de possível, desumano. Faltam sinônimos para descrever com precisão tal visão. 

Sentia minhas palavras embaralhar em meu cérebro, meu peito queimava em ansiedade, enquanto minhas pernas dançavam desrespeitosas, mesmo contra toda minha vontade. Senti-me vazio, pequeno, minúsculo. Uma pulga cavalgando um grão de areia em uma tempestade no deserto..

Sem nenhum sentido em minha decisão, voltei a investigar seu caminho. A coisa estava próxima à praia. Voou rasteira derrubando dezenas de prédios, trombou com o Pão de Açúcar, arrancando parte do topo como se fosse feito de massa caseira. Pousou desengonçadamente no oceano, fazendo com que uma espuma branca misturada com a água salgada voasse dezenas de metros.

A criatura se abaixou, seu olho foi substituído lentamente por uma bocarra vermelha, ganhando espaço em seu “rosto” como um eclipse infernal. Aos poucos a  boca  se abriu, dando espaço a dentes serrados e pontiagudos que pareciam girar no próprio eixo do animal. 

Por alguns minutos aterradores, observei a água do mar desaparecer aos milhões de litros. 

Atrás do monstro cósmico, a humanidade parecia paralisada por entre a poeira das construções destruídas, o vapor subindo do contato do mar com a pele gosmenta e o som que jamais irei esquecer, um assobio profundo que soprava o líquido salgado para matar a sede do pavor feito de qualquer coisa que não fosse carne e osso.

 Observei carros de bombeiros tentando conter incêndios, ambulâncias perdidas entre corpos, o estado com mãos amarradas frente a todo caos que jamais conseguiremos explicar. E o absurdo permanecia alheio ao mundo em sua volta, sugando despreocupado o Atlântico inerte aos acontecimentos. Barcos, pranchas, peixes. Tudo entrava na máquina de moer e desaparecia pelo breu bordô que pouco tive coragem de explorar.

De repente, como se o eclipse terminasse, o globo ocular assustador foi tomando conta do que eu julgo ser a frente da criatura. Após instantes de puro frio na espinha e dúvidas quanto a minha sanidade, o horror impulsionado pelo movimento grotesco e fluido de algo como barbatanas em torno de seu corpo alçou voou, ignorando os corajosos jornalistas que observavam atônitos do alto de um helicóptero, uma mosca perto da monstruosidade galáctica. 

Voou, planou, flutuou ou qualquer verbo que explique os movimentos certeiros e gosmentos que a possível asa criava ao balançar gosmento pelo ar. Cruzou a atmosfera e logo desapareceu de nossos rostos aterrorizados. Sumiu quase silenciosamente no horizonte e voltou para o universo, indiferente a humanidade abismada deixada para trás.

 

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Podcast 115 – Dedo no X e Gritaria!

Repleto de reviravoltas e revoluções, chegou seu podcast favorito!

No episódio de hoje, J.M. Trevisan, Felipe Della Corte e Thiago Rosa falam sobre péssimos apelidos do ensino médio! Trevisan dá uma voltinha na Formula 1 e fala sobre RPGs japoneses com muita gritaria; Della comenta a adaptação do quadrinho “Y: o último homem”, que virou série da Stars+, e Thiago conta como causou terror na mesa de RPG da namorada e comenta sua teoria de que a série Hawkeye vai ser o melhor filme de Natal do ano. Não esquecemos, claro, perguntas animadas e bem-intencionadas dos nossos conselheiros!

Para baixar, clique no link correspondente com o botão direito e escolha “Salvar como”.

Assista às gravações toda segunda-feira, 20h, em twitch.tv/jamboeditora ou assista o video em youtube.com/jamboeditora.

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twitch.tv/jamboeditora

Créditos
Participantes:
J. M. Trevisan (Twitter | Livros), Felipe Della Corte (Twitter), Thiago Rosa (Twitter).
Edição: Adonias Marques (Instagram)

Resenha — As Brumas de Avalon Vol. 1: A Senhora da Magia

A Senhora da Magia

Uma das histórias mais contadas e recontadas através dos tempos é a lenda em volta do mítico Rei Arthur e todos os personagens envolvidos com ele. Várias releituras foram feitas sobre esse jovem rei celta, que após receber a espada Escalibur, tornou-se o maior rei que a ilha da Grande Bretanha um dia possuiu. Podemos citar, mais recentemente, obras como as séries Merlin e a fresca e nova Cursed, da Netflix. Mas, a meu ver, nada se compara a versão épica escrita por Marion Zimmer Bradley, revisitando a história clássica e lendária sob uma outra ótica. Tendo como ponto de vista o olhar de Morgana, meia-irmã de Arthur e uma grande sacerdotisa de Avalon, As Brumas Avalon mostra uma visão feminina e pagã das lendas contadas desde antes da Idade Média. Essa resenha tratará de falar do primeiro livro da quadrilogia, chamado A Senhora da Magia, disponível na loja da Jambô em uma edição única de As Brumas de Avalon. Nele, Marion introduz os personagens que permearão toda a história, mas principalmente, nos conta sobre a infância de Morgana em Tintagel e posteriormente na corte do Rei Uther, e o resto de sua juventude na sagrada ilha de Avalon, com sua tia e sumo-sacerdotisa, a Dama do Lago Viviane.

Ligando as lendas aos fatos históricos, a autora menciona muitas vezes o domínio romano sobre o território da Gran Bretanha, a chegada do cristianismo e seu crescente domínio sobre a grande ilha, assim como as invasões bárbaras, tendo foco nos povos saxões, que vindos do norte, pretendiam dominar aquela região. Em verdade, no livro de Bradley, fora o constante perigo das invasões saxãs que fez com que Avalon, sob comando da Senhora do Lago e de Merlin, decidisse por colocar Uther Pedragon como o Grande Rei e, casando este com Igraine, ter um filho que seria preparado para ser o futuro Grande Rei, que afastaria os invasores e uniria a Gran Bretanha sob a bandeira da Grande Deusa.

Uma das coisas que eu mais admiro em A Senhora da Magia, e também em todos os outros livros da trilogia, é o fato de Marion mostrar um estudo profundo sobre a cultura dos povos celtas e bretões, além de ter dado uma pitada de realidade nas histórias, como o fato de Merlin ser um título e não um nome. De fato, eu tomo isso atualmente como uma verdade.

A escrita de Marion tem a densidade que necessita e, com um enredo dinâmico e atraente, consegue nos envolver em cada palavra, nos fazendo terminar o livro sem sequer nos darmos conta. Mesmo que, em algumas descrições e falas, possa causar certa raiva, como em como Viviane e Morgana são descritas por alguns personagens, ou como esta falou do bardo Kevin, mesmo estas vezes são justificáveis pela personalidade dos personagens e a criação de pessoas da época.

A autora fez uma coisa interessante ao unir alguns personagens em um só, sendo um desses personagens o próprio Merlin e uma figura tanto histórica quanto mítica, Taliesin.  Outros dois personagens que foram juntos em um só foram Galahad e Lancelot. No livro, o nascido Galahad é filho de Viviane e um dos reis do sul e, ao ser criado por seu pai como cristão, adotou o nome com o qual foi chamado por seus companheiros de armas, Lancelot. Um adendo é que existe, neste livro, a introdução de um personagem criado por Marion, extremamente carismático e talentoso, chamado Kevin o Bardo.

E se estou falando de personagens, não posso evitar falar dos três que eu mais amei nesse primeiro livro. Tratam-se, é claro, de Morgana, Arthur e Kevin.

Arthur é, nesse primeiro livro, mostrado tanto no início da infância quanto já na entrada na vida adulta. Quando criança, é um menino doce, ingênuo, mas muito corajoso e totalmente desejoso do orgulho do pai, quase morrendo em uma de suas tentativas de se mostrar digno, isso logo antes de ser enviado para ser criado escondido em um dos reinos vassalos de Uther. Como adulto, Arthur continua mantendo a inocência e a bondade de anteriormente, mas fora convertido em um guerreiro forte e virtuoso. Principalmente, virou um homem apaixonado, tanto por sua família quanto pelo seu próprio senso de justiça.

Kevin pouco aparece em A Senhora da Magia, tendo mais destaque nos outros três livros, sendo apenas introduzido ao leitor durante a cena em que Taliesin o leva para uma reunião com Morgana e Viviane. Nesse breve momento, já dá para ver que toda a sua trajetória anterior o marcou para transformá-lo no que ele virou e que, apesar das descrições feitas por Morgana, o rapaz tem sua própria e peculiar beleza, que seduz aquele que lê e entende as dores e mágoas que o moldam.

Morgana é descrita como feia e bonita ao mesmo tempo. Uma mulher pequena, de cabelos e olhos escuros, e pele descrita como sendo “morena como um picto”. Esse aspecto dela, de ser considerada pequena e feia por ser fora dos padrões de beleza da época, e ser linda quando mostra a altivez e o poder de uma sacerdotisa de Avalon, me fez muitas vezes me identificar com ela quando eu era criança. Sua personalidade é forte e sua inteligência assusta, mas cativa. Ela tem dentro dela uma disputa entre os valores ensinados em Avalon, que ela respeita e ama, com aquilo que aprendeu na sua infância na corte de Gorlois, o que causa uma ruptura ao final do primeiro livro.

Me atrevo em dizer que em nenhuma outra releitura das lendas arturianas eu vi personagens tão bem escritos e aprofundados, com personalidades plausíveis e reais, e não apenas meras caricaturas do que é ser herói e vilão. Mesmo aqueles que, no decorrer do livro, eu criei desprezo, tem seus motivos para serem o que são e fazerem o que fazem, são pessoas cujas personalidades nós poderíamos ver no dia a dia.

Como a cereja do bolo, temos os pequenos capítulos “Morgana fala”, narrados em primeira pessoa pela própria personagem. Apesar de toda a história ser do ponto de vista, apenas nas partes onde ela é a narradora podemos ver seus sentimentos e pensamentos em relação aos fatos, além de ter sido um ótimo artifício para omitir algumas coisas que a autora não tinha total conhecimento, afirmando que Morgana era proibida de falar sobre aquilo.

Com personagens complexos e bem construídos, assim como um enredo cativante e dinâmico, A Senhora da Magia é uma ótima leitura tanto para os apaixonados pelas lendas arturianas como para quem apenas ama uma boa história de fantasia, e uma ótima introdução para essa obra prima de quadrologia.

Gosta de histórias arturianas? Leu A Senhora da Magia? Conta o que achou nos comentários.

Vaga: Assistente de Marketing

Estamos com uma vaga aberta para Assistente de Marketing na Jambô Editora! Veja abaixo quais são os requisitos e como se candidatar.

Vaga: Assistente de Marketing

INFORMAÇÕES BÁSICAS

• Cargo: Assistente de Marketing
• Remuneração: R$ 1.500 durante o período de experiência, subindo para R$ 2.000 após a efetivação. Regime CLT (férias, 13º salário e VT de acordo com o local de residência)
• Local: Porto Alegre

REQUISITOS

• Conhecimentos básicos de marketing digital e SEO
• Inglês nível avançado (especialmente writing)
• Português excelente
• Capacidade de organização

DIFERENCIAIS

• Conhecimentos em html básico
• Saber cortar e redimensionar imagens no Photoshop
• Gostar/entender de futebol
• Formação em comunicação ou áreas correlatas

SOBRE A VAGA

A Jambô Editora tem uma vaga aberta para Assistente de Marketing, para contribuir no gerenciamento de sites de clientes externos. A função envolve: revisar textos em português, publicar nos sites, redigir trechos quando necessário, recortar imagens para publicação, melhorar o SEO de páginas, analisar a qualidade do conteúdo e redigir observações em inglês. Os sites tratam sobre futebol e outros esportes, então conhecimento prévio a respeito de times e competições é tido como diferencial.

O local de trabalho é no Centro Histórico de Porto Alegre. Para esta oportunidade, não é possível trabalho remoto. Ao longo do processo seletivo, será solicitado certificado de vacinação para Covid-19 ou atestado justificando impedimento médico. Mulheres são incentivadas a se candidatar.

COMO SE CANDIDATAR

Envie um e-mail para: [email protected]
Assunto: [Seu nome] – Currículo para Assistente de Marketing
No corpo do e-mail: Favor se apresentar e contar como aprendeu os requisitos da vaga. Inclua seus dados de contato.
Anexo: Currículo completo

Mesa Sonora — Músicas empolgantes para RPG

músicas empolgantes para RPG

Por mais animado e habilidoso seja o seu mestre, uma boa aventura sempre pode ser enriquecida com uma trilha sonora excepcional. Imagine seu filme ou jogo favorito sem trilha sonora? A experiência pode até ser boa, mas a música torna tudo mais especial. Glauco Lessa já lançou uma matéria sobre o uso de playlists em RPG na Dragão Brasil 168, então não irei discorrer demais sobre os benefícios dela, em vez disso, tentarei focar em alguns usos e um tipo específico de clima: músicas para momentos empolgantes da aventura.

Como usar músicas empolgantes para RPG

Momentos empolgantes tendem a ser especiais para os jogadores, pois é quando eles se lembram que seus personagens são heróis capazes de realizar façanhas incríveis. Ajudar na imersão dos jogadores os fazem sentir mais parte do cenário. É importante notar que casar a música com a campanha ou o cenário é vital para o sucesso da imersão. Seria estranho, por exemplo, tocar tecnobrega num cenário medieval, exceto se o cenário pedir esse tipo de dissonância (aliás, me cobrem um artigo sobre isso no futuro).

Outro grande motivo para uso de músicas empolgantes é a preparação dos jogadores para o que vem a seguir. Dando a seus colegas de mesa a chance de sentir o clima, eles poderão perceber que estão prestes a enfrentar um perigo novo, ou embarcar numa grande jornada. Pessoalmente, eu vejo as músicas empolgantes como um convite à aventura, quando os aventureiros ainda estão frescos e descansados, prontos para vencer o mundo, ou então quando estão sendo recompensados por seus esforços sobre-humanos. Obviamente, cada mestre sabe melhor como definir o clima de sua mesa.

Músicas empolgantes para sua mesa.

O tema de introdução de The Legend of Zelda: The Wind Waker é um exemplo belíssimo de como começar uma jornada nova. Muito ao estilo do jogo, a música nos prepara para uma aventura cheia de explorações e mistérios, colocando jogadores no clima certo para tomar suas armas e sair pelo mundo.

 

 

O Tema da Força da franquia Star Wars se tornou um clássico desde o primeiro filme, por ser um brado de encantamento com o desconhecido e vontade de explorar o que há além. Não apenas isso, o tema virou recorrente na série de filmes e foi usado, mais de uma vez, como fechamento de ciclos. Excelente exemplo de como um mesmo motivo musical pode ser usado de maneiras diferentes.

 

Para quem curte um clima mais descontraído, mas igualmente épico e muito divertido, o tema principal da série Piratas do Caribe é um clássico muito reconhecível, mas que pode ser extremamente útil na hora de colocar os seus jogadores nas pontas dos pés e alegria e animação pelo que virá em seguida.

 

Outro tema piratesco muito divertido é a introdução de The Secret of Monkey Island, ainda que seja menos épica (o que pode ser uma coisa boa e desejável).

 

Entrando em temas mais modernos para ambientações mais atuais (ou futuristas 😉), Tank!, a abertura do anime Cowboy Bebop é reverenciada por fãs desde o primeiro episódio. Desde as primeiras notas, o chamado de “let’s jam!” até o final, essa música é capaz de colocar até aventureiros desanimados na vontade de chutar bundas e descobrir segredos.

 

E uma menção honrosa para encerrar e puxar um pouco a sardinha para o meu lado, a abertura de Fim dos Tempos foi desenvolvida especificamente para dizer “é hora de rolar dados e viver intensamente numa mesa de RPG”. Se essa música é capaz de colocar centenas de espectadores no clima de mesa de RPG toda semana, tenho certeza de que pode ser capaz de ajudar a sua mesa também!

 

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Qual sua música preferida para aqueles momentos de empolgação na mesa de RPG? Conta pra gente nos comentários.